quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Encontrando-se a si mesma



Sinopse "Comer, Orar e Amar"


"Liz Gilbert (Julia Roberts) tinha tudo o que uma mulher moderna sonha em ter – um marido, uma casa, uma carreira bem-sucedida – ainda sim, como muitas outras pessoas, ela está perdida, infeliz, confusa e em busca do que ela realmente deseja na vida. Recentemente divorciada e num momento decisivo, Gilbert sai da ‘zona de conforto’, arriscando tudo para mudar sua vida, embarcando em uma jornada ao redor do mundo que se transforma em uma busca por si mesma. Em suas viagens, ela descobre o verdadeiro prazer da gastronomia na Itália; o poder da meditação na Índia, e, finalmente e inesperadamente, a paz interior e equilíbrio de um verdadeiro amor em Bali. Baseado no best-seller autobiográfico de Elizabeth Gilbert, Comer, Rezar, Amar prova que existe mais de uma maneira de ver a vida e de viajar pelo mundo.(...)

Mas o maior mérito da longa metragem (e que longa, 2 horas e meia) é não ser direcionado apenas para as mulheres, ou melhor, para esse tipo de mulher que, após conseguir a independência, voltou-se para a casa e, mesmo assim, não consegue encontrar a felicidade. Ele mostra que esse comportamento, essa busca quase insana por algo exterior – trabalho, casamento, filhos, etc. – é inócua. “Comer, rezar, amar” é um filme amplo, leve, que vai fazer a alegria delas e, até mesmo, deles. Acredite. "

Tirado de Pensando ZEN

Ver o meu comentário sobre o livro em: http://criarnovospensamentos.blogspot.com/2009/05/attraversiamo.html

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Apaixonar-se é a ocasião perfeita para se conhecer profundamente


Sempre que nos apaixonamos vemos naquele que amamos o reflexo de nós mesmos. Isso é fundamental para o processo de autoconhecimento.

"A pessoa apaixonada sobrevaloriza aquele que ama. Os psicólogos dizem que projectamos os nossos desejos nele e os psicanalistas garantem que voltamos a ser crianças e encontramos no outro os nossos pais. Quando apaixonados, achamos tudo mais bonito, o mundo parece mais colorido e luminoso. Mas o estado de enamoramento não traz apenas ilusão; também traz conhecimento.

Só é possível que nos conheçamos a fundo, a nós próprios, através de outro ser humano. Fazemo-lo com os nossos pais, enquanto crianças, mais tarde com os amigos, mas sobretudo isso acontece quando nos apaixonamos. Nessa altura, queremos saber tudo sobre aquele que amamos, estar sempre a seu lado, amá-lo e sermos correspondidos para sempre. Vemo-lo não só como é no presente, mas como foi em criança, em jovem, recuperamos todas as suas experiências - incluindo os seus amores. E o mesmo faz ele consigo.

Através dele, portanto, não conhecemos apenas as nossas ambições mas as ânsias, as qualidades, as virtudes e as debilidades, os seus erros e o seu potencial escondido; como um realizador que sabe logo à partida a grande actriz que tem na sua frente, apesar de apenas ver uma menina inocente.

Mas este extraordinário processo de conhecimento apenas é possível com duas condições. A primeira é que cada um, ao contar a sua vida, diga a verdade. Só aquele que é sincero sobre o seu passado abre o seu coração e a sua alma ao outro e pode com ele fundir-se sem perder a própria identidade. A outra condição é a liberdade. Cada um deve ser livre para se exprimir, livre para dizer aquilo que lhe agrada no outro e aquilo de que não gosta.

O estado de paixão é uma grande oportunidade para nos conhecermos a nós próprios e aos nossos desejos em profundidade, sem sermos esmagados ou limitados por limites, vínculos, tabus e hábitos que nos refreiam. Apesar de tudo, muitas pessoas não têm coragem de deixar-se emergir no mais profundo do seu ser, inibem-se, calam-se ou mentem, ou mostram apenas os aspectos que julgam que vão agradar ao seu amado.

É porém a procura contínua do conhecimento recíproco que faz durar o amor. Porque o ser humano tem mil características, mil potenciais, e quando o libertamos dos travões, floresce de autoconfiança e cada novo encontro torna-se algo diferente e surpreendente. Compararia os apaixonados a dois artistas que tiram milhões de fotografias um ao outro, recuperando ora imagens diferentes do seu amado ora de si próprios. Imagens que são produto da sua imaginação mas, em simultâneo, são reais. É assim o conhecimento do amor, assim, tão parecido com a arte."

Francesco Alberoni - Jornalista e sociólogo

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

De braços abertos


"De braços abertos,é assim que eu vou viver de agora em diante, sem medo de ser feliz,de arriscar diante das dúvidas, e não ter medo e sim coragem,de lutar contra os impecílios da vida, e para aquelas oportunidades que ainda não chegaram, pode ter certeza que estarei pronta para recebê-la sempre de braços abertos, pois aqueles que dispençam uma oportunidade , cedo ou tarde vem o arrependimento de não ter tentado e arriscado, e esse arrependimento eu não quero nunca mais, pois todos aqueles que conquistaram o que querem hoje, um dia tiveram medo de receber as oportunidades de braços abertos. "

Yanca Leal

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O “impossível” é apenas uma palavra!


"Todos nós, em algum momento das nossas vidas, sonhamos em ser alguém especial, alguém reconhecido e importante. Quem não fantasiou já em ser um Cristiano Ronaldo ou uma Cameron Diaz? Quem não sonhou em ser modelo ou miss universo? E quantas vezes não sonhou já em ter uma fortuna incalculável, ser bem sucedido ou ter um relacionamento extraordinário com a pessoa dos seus sonhos?

Muitas vezes sonhamos em grande e temos muitas aspirações. Infelizmente os nossos sonhos não passam disso mesmo, de simples sonhos. E as nossas aspirações vão acumulando pó nos escombros das nossa memórias distantes.

Mas devido a um turbilhão de eventos, a nossa vida é sujeita a uma tremenda mudança de direcção. Em vez de experimentar aventuras emocionantes, é apanhado na monotonia da vida do dia-a-dia, deixando de viver e apenas existir ou sobreviver.

Mas sabe de uma coisa? A vida pode ser MUITO melhor, basta para isso, aprender a colocar a barreira bem mais elevada.

O problema mais comum em colocar objectivos na nossa vida é a utilização da palavra “impossível”. Grande maioria das pessoas sai do percurso quando começa a pensar “eu não vou conseguir fazer aquilo”. Ou “é muito difícil”. Ou ainda “é praticamente impossível”, “ninguém consegue fazer isso”.

No entanto, se todos pensassem assim não existiriam coisas novas, ninguém iria conseguir inventar nada de novo, a humanidade não teria presenciado a tremenda evolução que se tem vindo a verificar.

Lembre-se que quando os cientistas estudaram a abelha concluíram que seria teoricamente impossível a humilde abelha voar. Mas felizmente para a humilde abelha nunca ninguém lhe disse que seria impossível voar. Então ela voa.

No sentido inverso, algumas pessoas sofrem por sonhar numa vida incrível mas sem passar à acção. Resultado? Desilusão e aspirações desfeitas.

Se você se limitar com duvidas sobre as suas reais capacidades e com hipóteses de auto-limitação, você nunca vai ser capaz de se superar, e alcançar aquilo que acha ser impossível.

Experimente o seguinte exercício: Escreva num pedaço de papel alguns dos objectivos que pretende alcançar na sua vida. Numa coluna coloque as coisas que “sabe que consegue alcançar”. Na coluna ao lado escreva as coisas que “julga ter 50% de hipóteses de alcançar”. E por fim na terceira coluna escreva aquilo que julga ser “impossível de alcançar”.

Agora olhe para os cabeçalhos e esforce-se todos os dias para realizar os objectivos que você “sabe que consegue alcançar”, à medida que vai realizando os objectivos risque-os da sua lista. Quando terminar a coluna das coisas que você “sabe que pode alcançar”, passe para a coluna que “julga ter 50% de hipóteses de alcançar”, nesta coluna à medida que vai concretizando estes objectivos risque os que concretizou e coloque um dos que estejam na coluna “impossível de alcançar” a substituir os que realizou.

À medida que vai avançando neste processo, vai descobrir que as metas que achava que eram impossíveis de realizar se vão tornando mais fáceis de concretizar. E o impossível vai começar lentamente a parecer possível.

Esta técnica não limita a sua imaginação. Obriga-o a colocar em papel alguns objectivos bem elevados e faz com que trabalhe pouco a pouco na concretização das suas metas.

Aqueles que apenas sonham em alcançar as suas metas, sem trabalho árduo, acabam desiludidos.

Por outro lado, se à uma centena de anos alguém dissesse que o homem iria à lua ninguém acreditava. Se dissessem quem seria possível enviar uma mensagem para o outro lado do mundo em apenas alguns segundos, diriam que isso só seria possível em sonhos. Mas com alguma vontade, sacrifício e perseverança, todos esses sonhos considerados impossíveis são agora uma realidade incontestável.

Thomas Edison disse uma vez que o génio é 1% inspiração e 99% transpiração. De facto Edison sabia do que estava a falar. Para alguém alcançar os seus sonhos mais extravagantes necessita de muito trabalho árduo, muita disciplina e hábitos saudáveis que permitam dar pequenos passos em direcção às metas delineadas.

Pergunte a qualquer “personal trainer” que ele lhe dirá que para melhorar fisicamente terá de sair da sua zona de conforto e trabalhar diariamente em prol das suas metas. Lembre-se da frase “No pain, No gain” ou seja “Sem sacrifício não há ganho”.

Portanto amigo, sonhe! Mas não se deixe atrapalhar pelas suas falsas auto-limitações. Pense em grande mas trabalhe na mesma medida, porque o prazer da conquista é proporcional ao sofrimento necessário para a alcançar. Sonhe, lute de forma aguerrida com todas as armas disponíveis e nunca nunca nunca MAS NUNCA desista de tentar alcançar tudo aquilo que sempre sonhou."

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Amor e busca por aceitação



"Muitas pessoas acham que o problema de não serem amadas é o facto de não serem perfeitas. Elas acreditam que precisam ter atitudes que não são delas, agir de forma diferente de como naturalmente fariam para que os outros a amem. Mas será que é esse mesmo o caminho para sermos tocados pelo amor?

Quando uma pessoa não está muito satisfeita consigo mesma, vive o martírio de procurar corrigir os seus erros. Porque está a ver-se como uma pessoa que só sabe errar, o que é muito diferente de se ver como alguém em processo de aprendizagem.

Ao ver-se como imperfeita, a pessoa tenta corrigir-se ao máximo, tenta incessantemente não cometer os mesmos erros. Mas não há muita sintonia com o que lhe é importante aprender, somente com a sua pontuação negativa na tabela de erros.

À procura de aceitação

Podemos cometer esse comportamento em várias áreas da vida, como a busca frenética por melhores resultados profissionais, por exemplo. Porém, na parte afetiva, essa procura pela perfeição gera mais conflitos do que um aperfeiçoamento na carreira, pois a pessoa pode ficar repetindo atitudes em busca de um parceiro e se desgastar, se diminuir, sem ao menos se dar ao trabalho de entender que podemos ser amados como de facto somos.

Geralmente, as pessoas que visam a perfeição têm como meta a aceitação dos outros. No fundo, elas não estão muito preocupadas com a anulação de si mesmas e colocam em primeiro plano os agrados ao parceiro. Além disso, quando se está nesse processo, é comum acreditar que a felicidade depende do outro.

Para descobrir se  está passar por esse processo, pergunte-se:

. Preciso "fazer a média" para que os outros gostem de mim?

. A minha felicidade está mesmo nas mãos de terceiros?

Será que essa "maquilhagem" em cima de quem somos uma dia não será percebida?

Temos algo que precisamos realmente esconder para que o outro não perceba e assim possa amar-nos?

Que tal olhar para si?

O problema dessa busca da perfeição não está no outro, mas sim na nossa maneira de olharmos para nós mesmos. Quando aceitamos quem somos e nos amamos, o outro também toma essas atitudes. Isso já foi dito tantas vezes, mas parece que sempre é mais fácil olhar para fora e buscar ser o que não somos do que encarar que existe um problema interno de não aceitação."

adaptado de Bruna Rafaele

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Arrisque!


"A vida exige de nós uma atitude proactiva. Somos agricultores que recebem apenas as sementes do amanhã, precisamos aprender a plantá-las, cultivá-las, colhê-las.

Muitas vezes a acomodação com a vida que temos significa que nos acostumamos com pouco. É a adaptação aos pequenos sofrimentos diários. É fechar os olhos para as mudanças possíveis com preguiça de correr riscos. É ficar na confortável e segura rotina que criamos em vez de partir em busca de algo mais. Quem foi contaminado pelo vírus da acomodação sempre deixa para amanhã o que poderia fazer hoje.

São pessoas que evitam agir porque não querem lidar com as conseqüências de seus actos. São pessoas que evitam decidir porque não querem perder o conforto nem a segurança que têm – mesmo que esse conforto e essa segurança sejam bastante limitados. Elas se recusam a encarar qualquer tipo de risco, embora tenham talento de sobra para alcançar seus objetivos e serem felizes. Para evitarem o trabalho que terão ao lidar com o sofrimento desconhecido, elas se adaptam ao sofrimento conhecido.

Mesmo que não estejam passando por circunstâncias favoráveis e se sintam mal, preferem que as coisas continuem como estão a alterar sua rotina. Assim, qualquer pequena transformação é evitada. Cria-se uma barreira intransponível às mudanças. Procurar um novo emprego? Nem pensar! Mesmo que a oferta seja melhor e as perspectivas mais promissoras, uma pessoa acomodada não aceita mudar de emprego porque já domina as tarefas que realiza e prefere a segurança de um trabalho medíocre a correr o risco de ser feliz em outra empresa.

Uma pessoa acomodada evita conversar com o companheiro sobre suas frustrações no relacionamento com medo de provocar uma crise afetiva. Uma pessoa acomodada prefere afastar-se de um amigo a criar coragem para conversar sobre algum aspecto que a incomoda. Existem também as pessoas que se acomodam afetivamente. Elas mantêm o casamento, mesmo que o amor já tenha acabado, apenas porque a separação e a busca de uma nova companhia são atitudes que demandam grande esforço. Vivem pensando:

– Para que procurar encrenca?

São míopes: diante de uma situação nova, só enxergam os problemas que poderão surgir e o trabalho que terão. Nunca se dão conta das janelas que se abrem quando deparamos com alguma coisa nova. São pessoas que pensam da seguinte forma:

– Por que me candidatar a um cargo público se isso só traz dor de cabeça?

– Por que tentar me aproximar da mulher que amo se ela não me dá bola?

– Por que estudar mais para conquistar um cargo melhor se isso não adianta nada?

Elas não percebem quanto a coragem de enfrentar esses desafios pode ser importante para sua realização. Estão distraídas, olhando a vida passar sem se dar conta do que está acontecendo ao redor. As coisas ocorrem bem debaixo de seus olhos, e elas desperdiçam seguidamente as oportunidades porque não têm coragem de ir para o tudo ou nada.

Essas pessoas precisam aprender a arriscar apesar da possibilidade de errar. Aprender a enfrentar um desafio mesmo que pareça duro demais. Aprender a reconquistar o amor do filho ainda que para isso precisem derramar muitas lágrimas. Aprender a se impor, embora sintam as mãos geladas devido à tensão e à insegurança. Não dá para permanecer no nosso casúlo: uma lagarta precisa virar borboleta. Não acredite que, se ficar no seu casúlo, estará plenamente seguro.

Ninguém está 100% seguro na vida. Ninguém está livre de sentir dor. Ninguém pode garantir que uma mudança de emprego seja bem-sucedida. Mas, se não se arriscar nem se expuser, jamais saberá o que poderia ter acontecido. Você poderia ter sido feliz no amor, mas não foi. Poderia ter construído uma carreira bem-sucedida, mas não construiu. Poderia ter feito amigos fantásticos, mas não fez. Poderia ter voado por jardins floridos e perfumados, mas não voou. E fará coro com Sueli Costa e Abel Silva cantando Jura secreta:

«Só uma coisa me entristece

O beijo de amor que não roubei

A jura secreta que não fiz

A briga de amor que não causei

(... )

Só uma palavra me devora

Aquela que meu coração não diz

Só o que me cega, o que me faz infeliz

É o brilho do olhar que não sofri»

Arriscar é, portanto, preciso. Acordar para o mundo é preciso. Encante-se com as portas que se abrem à frente a cada novidade que surge em sua vida. Não permita que a porta se feche antes que você tenha visto o que havia do outro lado. Não fique sentado esperando a morte chegar! As pessoas que ficam assim começam, depois de alguns anos, a sentir um enorme vazio no peito. Só então saem desse estado permanente de acomodação, acordam para o mundo e constatam, decepcionadas, que não criaram nada, não arriscaram nada, não aproveitaram nada. O problema é que isso costuma acontecer tarde demais...

Não deixe a acomodação tomar conta de sua vida para não provocar, no futuro, o seguinte comentário que alguém talvez faça sobre você: “Coitado, morreu aos 18 anos, mas só foi enterrado aos 60!” Por isso, dê a si mesmo a oportunidade de aproveitar a vida e nunca a despreze! Lembre-se: quem espera desespera. Se você perceber que está esperando a morte chegar, é hora de sair para o tudo ou nada e mostrar que seu coração ainda pulsa!"

Roberto Shinyashiki

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Abraçar


"Aquele que vive plenamente tem a característica de abraçar o que vem. Nesse sentido, abraçar significa aceitar os outros como são e o mundo como é. Pessoas assim não perdem tempo com qualquer tipo de resistência como culpar, reclamar ou criticar. Elas não levam nada para o lado pessoal e nunca rejeitam ninguém. Elas são capazes de transformar todas as diversas formas de negatividade que possam vir no caminho."

Mike George

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Como mudar o que nos incomoda?


"Em tempos de crise, seja financeira ou pessoal, a necessidade de mudanças na vida torna-se cada vez mais importante. Mudar é importante, mas mudar como? Mudar o quê? Mudar para quê? Responder a estas três perguntas é a chave para que essas mudanças sejam coerentes com a sua história, a sua trajetória até o momento actual.
Como identifico o que precisa ser mudado? Lendo artigos sobre autoajuda? Ouvindo conselhos de amigos preocupados? Radicalizando e mudando tudo de uma vez? Muitas vezes, mudamos levados pela precipitação.Sendo assim,o "barulho" interior, causado pela insatisfação, não permite escutar nossa voz interior que sussurra claramente aquilo que nos incomoda e como podemos mudar.
(...) Temos diferentes meios para nos expressarmos, a palavra falada é um deles, talvez o mais prático, pois carregamos as cordas vocais o dia todo. A palavra escrita já é outro meio, e o que expressa já assume um significado um pouco diferente. Faça o teste: grave uma conversa sua com alguém sobre qualquer assunto. Depois escreva o que pensa sobre aquele assunto. Então leia o que escreveu e ouça o que falou. Perceba como o peso das palavras numa forma ou outra de expressar-se assume proporções distintas, e permite que tenha uma percepção diferente de tal assunto. Muito mais diversa ainda é a proporção dos factos ao ser expressa em meios diferentes, como na pintura, no desenho, na modelagem em argila, na dança. Esta é a missão maior da arte: permitir a expressão daquilo que, de outra forma, não poderia ser expresso, pelo menos, não com as possibilidades que os recursos artísticos permitem.

Voltando ao assunto das metas, elaboramos a pergunta sob uma forma artística, aquela a que estamos menos acostumados, menos condicionados, menos preparados para manipular e criticar durante o processo. Daí seguimos o processo de rever e recontar a própria história, acessando a memória também através da palavra falada e escrita, e através da arte. Ouvir a própria história contada por si mesmo de diferentes maneiras permite uma visão panorâmica, como se você olhasse um vilarejo do alto de uma montanha, e o sentido da sua biografia se revela com maior clareza. É por este sentido que você puxa o fio para criar as suas metas de mudança. E elas precisam sempre responder às três perguntas:

1.O que quero mudar na minha vida?

2.Para que quero mudar isto?

3.Como vou realizar esta mudança?

Estas mudanças, portanto, não são aleatórias, são fundamentadas na voz interna - que traz aquilo que em essência você é e busca a sua missão de vida. É importante que após três meses reveja essas metas, a partir do que realizou no curto prazo:

A forma como age vai de encontro às suas aspirações ou provoca-lhe arrependimento logo após a acção?

Essas metas são possíveis ou somente geradoras de culpa e ansiedade?

Se for o caso, refaça as suas metas em bases mais próximas das suas aspirações e das suas possibilidades neste momento. As metas são um meio para aproximar-se do seu eu interior, não devem ser mais uma cobrança sem sentido que nos impomos. E quando nos aproximamos do nosso eu interior, da nossa essência, aproximamos-nos desse estado que sempre buscamos: a felicidade!"

Marcelo Guerra

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Desculpite - Epidemia da Humanidade
























"Desculpite !

Ora aqui está uma das maiores epidemias que assolam a humanidade e para a qual a OMS ainda não lançou nenhum sinal de alerta. Aliás, não se trata de uma epidemia, mas sim de uma pandemia - uma epidemia à escala global.
É uma doença que ataca qualquer pessoa, independentemente do seu país, nível económico, faixa etária, religião, formação base, sexo, cor de pele, enfim… é global e tem uma capacidade de se reproduzir deveras assinalável. O vírus da Desculpite é de enorme resistência e tem uma capacidade fantástica de se adaptar a novas situações, criando variantes fortes através da sua extraordinária velocidade de mutação.
Sinais: o paciente repetidamente usa as seguintes frases: "Não posso, porque sou português ", "Não posso, porque não tenho estudos", "Não posso, porque sou muito novo", "Não posso, porque já sou velho de mais", "Não posso, porque não é para pessoas como eu, com o meu nível", "Não posso, porque é só para pessoas de um nível mais elevado", "Não posso, porque não tenho dinheiro", "Não posso, porque com o meu dinheiro não me posso misturar", etc.
De todas, a mutação mais corrente tem como sinal mais visível, hoje em dia, a frase "Não posso, porque não tenho tempo".
Estes sinais são reveladores de quê? Afinal qual é a doença profunda, que está levando este pobre doente e as respectivas família, empresa, comunidade e país, para a morte?
Mentalidade de Fracassada(o) ou de alguém que acredita que vai Fracassar e tem medo de fazer algo que ponha em risco a sua "credibilidade".
Para os vencedores não há desculpas. Eles não precisam de se vangloriar ou justificar. Para eles o país, a idade, o sexo, a cor da pele, o dinheiro, a posição, etc. não são obstáculos. E se o forem, até do limão farão limonada.
Para os fracassados tudo pode ser desculpa. Precisam de se justificar. E quanto a limões …."se calhar é melhor esperar porque acho que ainda não estão suficientemente maduros. Se calhar estão verdes. Aguardemos".
Deixo-vos uma sugestão que é ao mesmo tempo um desafio: identifiquem uma coisa, apenas uma, que tenham medo de fazer. Façam o que têm medo de fazer.

Garanto-vos que nesse dia a vossa vida mudou!

Decida em que equipa quer jogar porque está tudo dito e nada feito."

Adelino Cunha

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

LIFE ENERGY


"No passado dia 23 de Julho de 2010 assistimos ao 7º LIFE Energy, desta vez na Exponor e com cerca de 1000 participantes.Mais um evento de contribuição, um mega sucesso, desta vez para a Associação "O Sorriso da Rita”.

Já se sentia a vibração da música pelos corredores, quando um grupo de voluntários Life Training sobe ao palco e nos incentiva a sair da cadeira, a mexermo-nos, cheios de energia, enquanto as últimas pessoas enchiam o auditório da Exponor. A coreografia ao som de “Infinity” já fazia adivinhar o que ali se iria passar.

Mário Caetano, no seu tom calmo e inspirador, é o primeiro dos quatro palestrantes a partilhar ideias. Inicia, desafiando à reflexão: “O que nos impede de atingir o sucesso?”. Mostra-nos uma não-vida, com foco nas limitações, imersão em problemas e num ritmo permanentemente acelerado, atenção à falta de recursos, e os perigos da desresponsabilização diária. Como tudo isto leva invariavelmente ao fracasso (interior e/ou exterior). Mário ajuda-nos a brincar com o medo, a plateia adere e adora (“BuuuuuhH!”). :)

Ricardo Peixe foi o apresentador. Apelidado de Jim Carrey português por Mário Augusto, proporcionou-nos das cenas mais hilariantes da noite, numa performance fantástica!

Antes de surgir Mário Augusto, o segundo palestrante, é-nos mostrado um pequeno filme “Ser estrela”. A ideia dos filmes da Vida, o sonho, os papéis que escolhemos e o nosso potencial de estrelas como base cai como uma luva no que irá ser proporcionado nos seguintes minutos.

Mário Augusto partilhou-se. Contou-nos da sua experiência como jornalista, como começou, o que fez até atingir o patamar que goza no momento.

E as regras apontadas para se ser um bom jornalista confundem-se com as necessárias para ser o que quer que queiramos:

-"Nunca desistir dos sonhos".

-"Sorte" – que é feita por nós, agindo sem nos levarmos muito a sério, mas levando as coisas com seriedade.

-"Respeito pelo outro". "É preciso deixar arder o fósforo devagarinho, arder tudo.", aconselha.

Falou-nos ainda como foi ultrapassando obstáculos, e da persistência necessária - especialmente por parte da sua esposa -, para criar e impulsionar uma associação como “O sorriso da Rita”.

No final da palestra do seu pai (Mário Augusto), a Rita do sorriso presenteia-nos com a sua presença - e mais tarde com o seu agradecimento, em nome da Associação!

De seguida, entra em palco Manuel Forjaz, logo depois da visualização do videoclip da música “The wall” – Pink Floyd. Antevemos que por aí viria provocação…
Manuel desafiou-nos a pensar de forma “light”. Ou melhor, desafiou-nos a pensar, pura e simplesmente! O questionarmo-nos como forma de crescimento, a liberdade como forma de vida, para que tenhamos sempre noção que cada passo que damos é escolhido por nós, numa existência verdadeiramente vivida. Entre outras ideias, incentivos, provocações, contou-nos o que sabe, o que viu, sentiu, e nós agradecemos.

Pedro Vieira encerrou com chave de ouro. De forma concisa e centrada recapitulou as contribuições dos outros palestrantes, lembrando a mudança na mnemónica apresentada pelo Mário Caetano, necessária para atingir a “felicidade”. Descodificou assim a password para o sucesso! Convida-nos a esquecer a não-vida e a abraçar o Método LIFE. Inspirou-nos a ligarmo-nos ao nosso propósito, intencionar realmente os objectivos, tendo em conta as alternativas que existem. E a agir com magistral foco no que planeamos.

No final, construímos um sorriso massivo para a Rita, para todos e para cada um de nós. Missão cumprida!

O maior LIFE Energy de sempre (até agora), foi assim. Teve de tudo: intenções, dramatizações, sonho, realidade, ambição, humildade. Quem está a ler este texto, esteve e sentiu o Energy, sorri. Quem não participou, faça por estar no próximo, porque este conjunto de pessoas, pensamentos, partilhas, diversão e sorrisos conjugaram-se em muitos outros momentos irrepetíveis e absolutamente pessoais para cada um, por isso praticamente inenarráveis.

Um grande bem-haja a todos os que participaram, e aos que nos seguem, apoiam nesta caminhada para uma maior consciência positiva! :)

Equipa LIFE Training

Foi com um enorme orgulho que fiz parte da equipa de voluntários! Contribuir, aprender, partilhar, diversão, sorrir, rir, dançar... Uma noite em cheio na Exponor para todos aqueles que escolheram estar numa sexta à noite depois de um longo dia de trabalho, a ouvir histórias de vida e dicas para ser mais a cada dia...

Obrigada do fundo do coração!

Anasonia
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